Empresa dos EUA ou Europa geralmente não abre CLT brasileira: isso exigiria abrir entidade legal no Brasil, algo raro fora de multinacionais grandes. O contrato quase sempre vem como prestação de serviço internacional. Entender as variações evita susto no primeiro pagamento.
Contractor direto (1099 / freelancer internacional)
A empresa paga você como pessoa jurídica ou autônomo, sem vínculo empregatício, direto via wire transfer, Wise ou Deel/Remote. Você é responsável por emitir nota (se PJ) e recolher seus próprios impostos no Brasil. É o formato mais comum pra gestor de tráfego remoto júnior/pleno.
EOR (Employer of Record)
Empresas como Deel, Remote e Rippling atuam como "empregador legal" no seu país, permitindo que a empresa contratante te trate quase como CLT local (benefícios, 13º proporcional em alguns casos) sem precisar abrir entidade própria. Costuma aparecer em vagas de empresas maiores, mais estruturadas.
| Formato | Quem recolhe imposto | Benefícios | Comum em |
|---|---|---|---|
| Contractor / PJ direto | Você (MEI/PJ no Brasil) | Nenhum | Startups, agências |
| EOR (Deel, Remote) | Compartilhado, via a EOR | Parciais, variam | Empresas médias/grandes |
| CLT local (raro) | Empresa | Completos | Multinacional com entidade BR |
Já sabe quanto vai sobrar líquido?
A calculadora converte seu salário em dólar pro valor líquido real, considerando imposto de PJ ou autônomo.
O que perguntar antes de aceitar a oferta
- Como o pagamento chega? Wire, Wise, Deel, Payoneer: cada um tem taxa e prazo diferente.
- Você emite nota fiscal ou é freelancer sem PJ? Define se precisa abrir MEI/PJ antes de começar.
- Existe contrato formal? Mesmo sem CLT, um contrato de prestação de serviço bem redigido protege as duas partes.
- Há cláusula de exclusividade? Alguns contratos de contractor proíbem outros clientes simultâneos, leia com atenção.
Nenhum desses formatos é "pior" que CLT, só exigem que você mesmo organize a parte fiscal, que no Brasil normalmente cai pra um contador especializado em PJ com renda em dólar.