O erro mais comum é pegar o currículo em português, jogar no tradutor e mandar. O problema não é a qualidade da tradução. É que currículo brasileiro e currículo que passa em triagem americana contam a história de formas diferentes.
Liste resultado, não responsabilidade
Currículo brasileiro lista responsabilidade. Currículo que converte lista resultado. "Responsável por gestão de campanhas de Meta Ads" não diz nada pra quem recebe 200 currículos por vaga. "Managed $30k/month in Meta Ads spend, reduced CPA by 28% in 90 days" diz tudo em uma linha: escala, plataforma, resultado, prazo.
Estrutura que funciona
- Summary de 2-3 linhas no topo, não objetivo genérico, e sim seu ângulo: qual stack, qual tipo de conta (DTC, SaaS, lead gen), que porte de budget.
- Experiência com bullets no formato ação → número → contexto, sempre em inglês nativo de negócios, não traduzido palavra por palavra.
- Seção de ferramentas clara: Meta Ads Manager, Google Ads, GA4, Triple Whale, o que for real, recrutador escaneia essa lista em segundos.
- Sem foto, sem estado civil, sem idade: formato americano não usa isso, e incluir sinaliza que você não pesquisou o mercado.
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Sobre inglês imperfeito
Um CV em inglês simples e correto vence um CV ambicioso com erro gramatical toda vez. Prefira frases curtas e diretas a tentar soar sofisticado e errar a concordância.
O detalhe que mais gente ignora
ATS (o sistema que filtra currículo antes de um humano ver) lê texto, não design bonito. Currículo em PDF com colunas, ícones e gráficos frequentemente falha na leitura automática. Um layout de uma coluna, texto limpo, é chato de olhar mas é o que realmente passa.
Currículo é a porta de entrada, não a entrevista. O trabalho dele é único: te garantir 20 minutos de conversa. Depois disso, o resto é com você.