Recrutador que abre vaga remota pra time distribuído recebe candidatura do mundo inteiro. O filtro é rápido e implacável, e na maioria das vezes o problema não é falta de qualificação, é como o perfil está montado.
1. Headline genérica
Headline tipo "Gestor de Tráfego | Marketing Digital" não diz nada sobre escala, plataforma ou resultado. Headline que funciona é específica: "Performance Marketing Manager · Meta & Google Ads · $2M+/year managed budget". Quem lê sabe imediatamente se você serve pra vaga.
2. Perfil só em português
Não precisa apagar o português (pode ter os dois), mas se recrutador de fora abre seu perfil e não encontra nada em inglês, ele fecha a aba. LinkedIn permite perfil em dois idiomas: use isso.
3. "Sobre" contando trajetória em vez de vender resultado
Recrutador não quer sua biografia, quer saber o que você resolve. Três frases: o que você faz, pra que tipo de empresa, com que resultado comprovado.
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4. Nenhuma prova social
Você não precisa postar todo dia, mas um perfil sem nenhuma recomendação, sem nenhum post sobre o que você faz, parece inativo. Duas ou três recomendações específicas (não genéricas) de gestor ou cliente valem mais que cem conexões.
5. Foto amadora ou ausente
Parece bobo, mas perfil sem foto profissional decente é descartado por viés de confiança antes mesmo de o texto ser lido. Não precisa ser produção cara, precisa ser nítida, com boa luz, enquadramento de rosto e ombros.
O objetivo do LinkedIn não é impressionar quem já te conhece. É fazer um estranho decidir, em oito segundos, que vale a pena continuar lendo. Cada um desses erros é oito segundos que você está perdendo de graça.